História de superação de Cláudio Vieira de Oliveira

Aos 38 anos de idade, Cláudio Vieira de Oliveira viaja pelo país mostrando seu exemplo de superação. Perto dele, as dificuldades diminuem, quando observadas a força de vontade e perseverança de um ser humano que não conhece o significado da palavra desistir. O quinto dos seis filhos de uma família simples de Monte Santo, interior da Bahia, nasceu com uma deficiência rara que limita os seus movimentos. Mas, o que para muitos poderia ser encarado como um obstáculo ou uma justificativa para estacionar, foi visto por ele como um desafio, um convite para seguir em frente. Foi assim que se tornou cientista contábil, graduado pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) da Bahia e palestrante motivacional.
As palestras já foram ministradas em tantas localidades que o próprio Cláudio Vieira de Oliveira perdeu a conta. Só em seu estado de origem, foram mais de 50 municípios visitados. 
Ousado, o homem que não tinha mais de 24h de expectativa de vida, desafiou o diagnóstico e mostrou que não apenas sobreviveria, mas aproveitaria bem a dádiva do viver.
A causa da deficiência ainda não é especificada. “Nem eu sei, nem médico nenhum diz”, comenta o palestrante, que, recentemente procurou uma médica geneticista em Salvador, mas ainda não tem o diagnóstico.
Tudo que Cláudio sabe é que ao nascer, após a gestação aparentemente tranquila de sua mãe e através de um parto normal, realizado pelo médico em sua própria residência, pois em sua cidade natal o hospital ainda estava para ser inaugurado, o profissional afirmou que ele não sobreviveria nem 24 horas. “Essas 24 horas se transformaram em 38 anos”, comenta.
Criado da mesma forma que os seus irmãos, não contou com superproteção por parte dos pais. “Sempre fui tratado como qualquer um”, menciona. Um dos primeiros desejos que manifestou ainda pequeno foi o de estudar. “Eu sou uma pessoa que gosta de observar as coisas”, conta, acrescentando que via as outras crianças lendo e escrevendo e se questionava: “Se eles podem, porque eu não posso fazer?”, diz.
De início, a mãe não colocou logo na escola comum, por receio, então ele passou um tempo sendo orientado em casa, recebendo as primeiras instruções. Sem movimentar os braços, ele desenvolveu sua própria maneira de escrever, com a boca. Quem pensa que a letra é ilegível se engana. Cláudio tem uma caligrafia muito melhor do que a de muitas pessoas que escrevem com as mãos.
Com o tempo, foi matriculado na escola particular, em decorrência das dificuldades financeiras da família, foi para a rede pública. “Conclui meus estudos, fiz ensino fundamental e médio e, na conclusão do curso normal, fiz o curso técnico, magistério”, conta.
Chegou a estagiar por dois anos, mas o desejo de continuar os estudos o impulsionou a seguir outros caminhos. Pensou, então em ir para Feira de Santana, cidade mais desenvolvida, onde poderia tentar vestibular e, caso aprovado em alguma instituição privada, procurar algum financiamento ou mesmo realizar uma campanha para custear seus estudos. “Meu desejo era fazer um curso superior”, relata.
Com a mudança de cidade, aproveitou para adquirir outros conhecimentos e fez cursos de Informática e Língua Estrangeira. ‘Com a cara e a coragem’, como ele mesmo diz, decidiu procurar algumas faculdades, para apresentar os seus sonhos e tentar o vestibular. Foi então que buscou a FTC. “Deus é tão maravilhoso, que na época o próprio reitor só fez um desafio, se eu passasse no vestibular, a própria faculdade bancaria meus estudos”, recorda.
Desafio aceito e cumprido com sucesso. Em 2004, Cláudio concluiu a graduação.
Perseverança permitiu ao palestrante conquistas e descobertas
Cláudio Vieira de Oliveira já viajou mais do que a maioria das pessoas. Ele se tornou palestrante motivacional e, após percorrer várias cidades do país, já está na expectativa de ministrar conferências nos Estados Unidos, para onde embarca em outubro. Mas essa não será a sua primeira viagem internacional. Ele já esteve na Europa, onde, aliás, conheceu o então Papa João Paulo II.
Aliás, o palestrante também conheceu o atual pontífice da Igreja Católica, Bento XVI. Ele diz que, durante a visita do papa ao Brasil, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), decidiu que conheceria o líder religioso, juntou dinheiro, foi para o Rio de Janeiro na data do evento, driblou a segurança e encontrou o papa.
Para realizar todos esses desejos, Cláudio superou várias dificuldades. “São vários desafios que eu enfrentei, vários mesmo. Um dos primeiros desafios foi estudar”, revela.
Desde o momento em que começou a escrever com a boca, passou a desafiar os próprios limites e tentar ligar aparelhos como televisão e som. Com um detalhe, quando começou a fazer isso, esses equipamentos não possuíam controle remoto e para trocar o repertório que se desejava ouvir no som era preciso mudar o disco.
Cláudio se alimenta sozinho quando está em casa, apenas quando sai precisa da ajuda de alguém. Como todo bom brasileiro, não dispensa uma feijoada.
Dentro de casa, ele se locomove de joelhos. Na rua, utiliza um sapato especial, que vai dos pés aos joelhos. O acessório foi desenvolvido pelo Hospital Sara Kubitschek, instituição que procurou com o intuito de encontrar um suporte que possibilitasse a sua locomoção. “Isso me ajudou bastante”, comenta. Quando precisa percorrer distâncias maiores, conta com a ajuda de alguém que o leve nos braços.
Apesar das dificuldades que teve que enfrentar, ele conta que não sofreu preconceito. “Se houve preconceito em alguma época eu não percebi”, diz.
Quem assiste às palestras sai com a alma renovada. Alguns chegaram a contar ao palestrante que o seu depoimento ‘salvou suas vidas’, pois estavam vivendo momentos difíceis e chegaram a ter pensamentos drásticos.
Um exemplo que ficou marcado em sua memória foi quando, durante uma palestra surpresa para os alunos da faculdade onde estudava, uma aluna, sem saber qual apresentação aconteceria e revoltada com a suspensão das aulas por causa da palestra, já que tinha vindo de longe para apresentar um trabalho, procurou a direção para reclamar. Quieto, Cláudio não se manifestou e, ao final da apresentação, recebeu o abraço, o pedido de desculpas e o agradecimento da jovem.
“Muitas vezes, a gente antecipa as coisas, sem saber o que vem pela frente”, diz ele, acrescentando que o ideal é, justamente, o contrário, ter paciência. Para quem encontra dificuldades para buscar seus objetivos, o conselho que ele mesmo segue a cada dia: “Acreditar que Deus existe, independente da religião, e acreditar em você mesmo”, complementa.
MOTIVAÇÃO
Cláudio Vieira de Oliveira informa que ministra palestras sobre o tema em qualquer época. Para contratá-lo, os interessados podem entrar em contato através dos números (75) 9141-4249 e (75) 3275-1213. Para conhecer um pouco mais do palestrante, as pessoas também podem conferir o seu site, no endereço eletrônico www.claudiomontesanto.jimdo.com.

Historia de kelly Oliveira Pacheco

Com 13 anos descobriram que eu era portadora de distrofia muscular do tipo fácio-escápulo-umeral, uma doença genética que enfraquece nervos e músculos dos membros superiores e inferiores, comecei a ter dificuldades para subir escadas, caia com frequência, já não conseguia correr... A fisioterapia me ajudou muito, assim como o apoio da minha família e amigos. Diante disso continuei meus estudos, saia com amigos, nunca fui de me fechar para o mundo, pelo contrário me abri cada vez mais para a vida...

Com 18 anos fiz minha primeira entrevista e comecei a trabalhar, adorei minha independência, novas experiências, aprendizados, conheci pessoas maravilhosas e estou nesse primeiro emprego até hoje.

Sempre tive vários sonhos um deles era fazer uma apresentação de dança para várias pessoas, sempre amei dançar e em 2008 fui presenteada com o convite para fazer uma apresentação de dança na empresa em que trabalho, foi magnifico, eu e minha amiga dançamos no chão e emocionamos várias pessoas, sonho realizado e a sensação foi a melhor do mundo!!!

Em 2012 eu precisava realizar mais um sonho, minha faculdade, e lá fomos nós, minha mãe me acompanhava até a faculdade, não foi fácil, mas como não sou de desistir, consegui concluir e me formei em Dezembro de 2013, inexplicável a sensação de dever cumprido, emoção a flor da pele, servi de exemplo para muitas pessoas, chegando em casa me deparei com uma faixa linda que minha afilhada fez para mim, me emocionei muito e como se não bastasse depois um carro de mensagem ao vivo, surpresas que me marcaram muito, pois meu pai foi internado na manhã do dia da minha formatura, mas logo ele se recuperou.

E hoje com 25 anos me descobri no esporte, estou jogando basquete em cadeira de rodas, estou super feliz, é apaixonante, como dizem esporte é vida, como me sinto bem, faço os exercícios dentro do meu limite e o pessoal me acolheu de braços abertos e assim vou continuando a minha caminhada tentar sempre desistir jamais!!!

Frase da minha vida: Vá firme na direção das suas metas, porque o pensamento cria, o desejo atrai e a fé realiza!!!

Grande abraço :D


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